e nos pratos da minha balança
minha inquietação oscila
Procuro...
a verdadeira medida
Perante o céu tenho a minha medida
e nos pratos da minha balança
minha incompreensão oscila
Procuro...
a verdadeira medida
Perante a ignorância fico imóvel
ergo minhas mãos em prece
fecho meus olhos devagar
Recolho-me...
fica o peso do silêncio
Perante a dor tenho a minha medida
e nos pratos da minha balança
minha raiva teima...
Meu caminho é procurar
a verdadeira medida
Perante a minha respiração
sinto aflorar minha consciência
ergo minhas mãos em prece
fecho meus olhos devagar
Recolho-me...
sou uma nuvem de agradecimento
Perante a minha balança
ergo as minhas mãos em prece
abro meus olhos p'ro céu
Regozijo-me...
e meu agradecimento é um sol
Perante o Amor tenho a minha medida
e os pratos da minha balança ficam imóveis
meu sentimento não tem peso
Procuro...
a verdadeira medida
Cristina, 21 de Dezembro de 2014





